Mais um clichê adolescente para a sua lista de clichês lidos.
“Caro morador do 202, gostaria de informar-lhe que o barulho estridente que sai de seu apartamento noite adentro está incomodando a mim e a minha família. Estou a pedir a sua cooperação abaixando o volume para que eu não necessite de tomar providências de acordo com as leis regionais.”
Hm... Acho que ficou um pouco formal demais! Mas melhor deixar desse jeito... De repente a pessoa que mora lá em cima é uma pessoa muito culta, embora barulhenta.
O engraçado dessa história toda é que eu, uma garota com quase 16 anos, a pura jovialidade adolescente, reclamando de barulho. Pareço uma velha mas não é o mais engraçado de tudo... Talvez seja que o 2-0-2 seja tão eclético quanto eu, ouça de tudo um pouco. O que me faz pensar que são várias pessoas que moram lá. Totalmente diferentes: de Johnny Cash a Madonna, Iron Maiden a Chico Buarque de Holanda. Não sei o que se passa lá dentro muito bem, mas só sei que eu ao mesmo tempo gosto muito, e não tenho paciência nenhuma para escutar. Quando eu acordo, o barulho já está lá e quando eu vou dormir o barulho continua. Tanto que a maioria das vezes eu até sonho com ele! Eu acho muito esquisito, tanto que às vezes até saio de casa fingindo ser outra pessoa pra ver se aquilo não me persegue! Num dia desses, mais precisamente ontem, me deu uma vontade louca de ir ao shopping sem ninguém que eu conheço, ouvir outras coisas e outras pessoas. Deu certo, ou não. Chegando no shopping eu vi todas as pessoas com seus amigos e amores. E eu sozinha, mas não triste, eu quis isso. Eu só estava cansada, mas não conseguia descansar nunca por causa daquele vizinho insuportável!
Até que então, eu vi o cara mais lindo do mundo: Loiro, alto, forte e com um rosto muito simpático. Meu olhar se desviou por um segundo e eu encontrei um novo olhar: O segundo cara mais lindo desse mundo inteiro! Moreno, alto, olhos claros, e com um rosto tão simpático! Eu diria que ele estava sorrindo pra mim. E diria também que estava apaixonada! Então eu vi o que eu achei por um instante improvável: O homem mais lindo do mundo olhou pro segundo cara mais lindo desse mundo inteiro, suas mãos se entrelaçaram e eles saíram juntos: Simpáticos, lindos e gays. Eu não merecia isso. Não agora que eu comecei a imaginar como seria a minha vida com qualquer um deles. Não agora! Enfim, passou.
Eu me sentei e olhei a vitrine, minha cabeça estava vazia. Então eu me sentei e olhei a vitrine: Estava finalmente apaixonada! Aquela calça era simplesmente a me-lhor e eu não a largaria por nada nesse mun-do! Corri pra loja, peguei o mesmo modelo de calça só que dobrado. Agora ele era meu, ninguém tirava! Olhei a etiqueta para ver o número e vi um vislumbre do preço: R$ 1000,00. Larguei no chão! Se ninguém tirava de mim, tiro eu mesma. Onde já se viu... MIL REAIS?! Com mil reais eu compro 20 CD’s duplos importados. Muito melhor que uma calça! Comprei um sorvete. Dois reais muito bem aproveitados! Tudo o que eu queria era aquele sorvete e só aquele sorvete... Estava tão bom e gostoso e... E o que aquele sapato estava fazendo ali? Fui ao chão. Com sorvete e tudo, um papelão. Corri e me tranquei no banheiro. Eu queria morrer, minha vida estava arruinada! Encostei meu ouvido na parede do banheiro que dava pro banheiro masculino. Quem lá estaria ouvindo Amy Mcdonald? Só podia ser loucura pensar que aquele barulho conhecido – que eu amo e odeio – tivesse me perseguido até ali! Eu só podia estar sonhando, não podia ser verdade! Meu dia tinha sido agitado demais então fui pra casa. Se fosse pra ouvir aquilo, que fosse na minha casa! Foi então que eu decidi fazer essa bendita carta ao 202. Então cá estou, acabei de escrevê-la, assinei e vou entregar.
Abri a porta, chamei o elevador. O elevador chegou e eu reparei que não havia botão para o 20º andar naquele. Vou ter que ir pela escada. Estou passada. Onde já se viu não ter elevador? Subi a escada e encontrei um velho corredor com uma porta bem velha, mas com uma maçaneta nova. Como naqueles filmes de terror, sabe? Deixei a carta em cima do tapete que havia inscrito: Entre sem bater, e rápido. Estranhei, a deixei por ali mesmo e voltei pra casa. Agora ia ficar tudo bem.
Então a minha campainha tocou. O que o homem mais lindo do mundo, o segundo cara mais lindo desse mundo, o João da padaria, o Pedro da escola, o Igor do 101 e o Claudio filho do porteiro estavam fazendo ali? Com a minha carta na mão?
Foi então que eu me dei conta do que tudo aquilo significava. Aquilo nunca fui eu e sim o que eu significava. Aquele meu apartamento sempre foi algo maior, aquele apartamento era eu. Eu continha algo muito precioso em mim: Eu mesma. E então o 202, sim, o 202, a parte mais interna de mim, meu coração, minha razão de viver minhas pequenas paixões, que agora eu penso que são tudo de mim, mas que depois eu as verei e saberei que elas não fazem parte de mim, são só o apartamento acima.
*
Festinha de Ano Novo bombando lá embaixo, embora seja 4h56. Enfim, acho que eles não saem antes das 6h. Mas é a primeira vez que eu faço um post alternativo e, alternativismo está na moda (H). Como se muita gente visitasse aqui PFF --'
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Dos três mal amados.
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Cordel sempre estará na moda.
E mesmo blogs sendo esquecidos eles ainda estarão na moda.
Feliz Natal. Eu acho que não posto até lá.
Então, hmm, quem sabe um até 2009?
Beijos ;*
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Cordel sempre estará na moda.
E mesmo blogs sendo esquecidos eles ainda estarão na moda.
Feliz Natal. Eu acho que não posto até lá.
Então, hmm, quem sabe um até 2009?
Beijos ;*
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Quem leva a sério o quê?
Desconheço quem tenha razão, acho perda de tempo qualquer discussão em defesa daquilo que o serve: Muito se fala, pouco se escreve. Há quem saiba o que ninguém mais sabe e quem veja o que ninguém mais vê. Coerência na persuasão, pré-estabelecida está a conclusão. Se eu falar sobre o que não entendem: Poucos escutam, muitos se ofendem. A verdade é que não há verdade, Tudo ‘é’ porque não há ‘não ser’.
Quem leva a sério o quê? Quem quer saber de que? Quem pode me dizer como exatamente todo mundo deveria ser?
Acho que estou postando demais para dias sem inspiração.
Só porque está na moda.
Quem leva a sério o quê? Quem quer saber de que? Quem pode me dizer como exatamente todo mundo deveria ser?
Acho que estou postando demais para dias sem inspiração.
Só porque está na moda.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Bubble Gum.
Quando a existência tem a profundidade de um pires, até as angústias são pré-fabricadas. Á primeira vista, elas têm um cartão de crédito no lugar do cérebro, um aspirador no lugar do nariz - e no lugar do coração um vazio. Sua identidade reside nos signos exteriores da riqueza e status social. Sem suas bolsas de grife, elas perdem o equilíbrio.
Talvez um retrato sincero de uma nova juventude. Talvez um espelho dos valores e o comportamento de uma classe para quem o mundo se divide em dois: "nós" e "vocês". Uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso.
Não se pode dizer que elas estão iludidas, pois, num mundo feito de aparências, as fronteiras entre a realidade e a ilusão se diluem: as pessoas só valem pelo que parecem. Para elas a imagem é tudo, e a verdade está no brilho da noite da cidade, no mundo delas.
É como Emma Bovary, de Flaubert, vítima dos romances açucarados com um toque de formação feita à base de televisão e revistas.
"The maestro says it's Mozart, but it sounds like bubble gum when you are waiting for the miracle."
Talvez um retrato sincero de uma nova juventude. Talvez um espelho dos valores e o comportamento de uma classe para quem o mundo se divide em dois: "nós" e "vocês". Uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso.
Não se pode dizer que elas estão iludidas, pois, num mundo feito de aparências, as fronteiras entre a realidade e a ilusão se diluem: as pessoas só valem pelo que parecem. Para elas a imagem é tudo, e a verdade está no brilho da noite da cidade, no mundo delas.
É como Emma Bovary, de Flaubert, vítima dos romances açucarados com um toque de formação feita à base de televisão e revistas.
"The maestro says it's Mozart, but it sounds like bubble gum when you are waiting for the miracle."
sábado, 15 de novembro de 2008
But it could be so simple.
Quando as coisas são muito fáceis de serem resolvidas, - como um exercício de matemática com um enunciado de 15 linhas, e a resposta é uma regra de três - muita gente acha que está errado, e então complica tudo, fica confusa pois não sabe se o que ela fez foi correto, ou se a resposta era simples como ela havia pensado antes, e no fim acaba errando.
Pra quê complicar? Não era pra vida ser algo fácil? Nascer, Crescer, Viver, Morrer? Mas vão acontecendo coisas entre esses estágios da vida que acabam complicando tudo... Mas se você trabalhar na sua vida como um complicador e não um facilitador?
Como alguém me disse, é tudo uma bola de neve. Começa como uma pequena bolinha a rolar, e depois já é algo enorme. Ou tudo pode ser encarado como um grande nó. Você pode parar e pensar e ir cuidadosamente desenroscando tudo, ou você pode ir embolando tudo pra ver se desfaz, e acabar dando um nó cego.
E existem aquelas pessoas na nossa vida que são especialistas em retirar nós cegos. A gente muitas vezes não percebe que eles estão lá, as vezes só reconhece o que está mais perto. Aquela pessoa que segura a sua mão e te ajuda a desatar o nó que você teria que desatar sozinho. Mas essa pessoa não precisa ser uma só, como também não precisa ser o mundo inteiro. A vida é algo complicado por sí mesma, pra nós a complicarmos ainda mais.
A maioria das pessoas do mundo não têm sentido na vida, mas continuam vivendo pois, inconcientemente todos nós queremos saber o que nos reserva daqui há algum tempo, a vida é algo intrigante e instigante demais pra ser jogado fora, ou para ser embolado de qualquer jeito.
Viver está na moda.
Descomplicar a vida, que já é complicada está na moda.
As vezes as coisas não são tão complicadas quanto parecem.
Pra quê complicar? Não era pra vida ser algo fácil? Nascer, Crescer, Viver, Morrer? Mas vão acontecendo coisas entre esses estágios da vida que acabam complicando tudo... Mas se você trabalhar na sua vida como um complicador e não um facilitador?
Como alguém me disse, é tudo uma bola de neve. Começa como uma pequena bolinha a rolar, e depois já é algo enorme. Ou tudo pode ser encarado como um grande nó. Você pode parar e pensar e ir cuidadosamente desenroscando tudo, ou você pode ir embolando tudo pra ver se desfaz, e acabar dando um nó cego.
E existem aquelas pessoas na nossa vida que são especialistas em retirar nós cegos. A gente muitas vezes não percebe que eles estão lá, as vezes só reconhece o que está mais perto. Aquela pessoa que segura a sua mão e te ajuda a desatar o nó que você teria que desatar sozinho. Mas essa pessoa não precisa ser uma só, como também não precisa ser o mundo inteiro. A vida é algo complicado por sí mesma, pra nós a complicarmos ainda mais.
A maioria das pessoas do mundo não têm sentido na vida, mas continuam vivendo pois, inconcientemente todos nós queremos saber o que nos reserva daqui há algum tempo, a vida é algo intrigante e instigante demais pra ser jogado fora, ou para ser embolado de qualquer jeito.
Viver está na moda.
Descomplicar a vida, que já é complicada está na moda.
As vezes as coisas não são tão complicadas quanto parecem.
Who would have guessed that it's as simple as it seems?
sábado, 8 de novembro de 2008
Saw "Quantum Of Solace" V.
Tudo começou em mais um dia de verão - que não parecia verão, que era verão? - hmm*
Tudo começou em mais um dia com horário de verão.
Estava marcado um simulado no Liceu de Artes e Ofícios, que por um acaso eu paguei, então fui lá fazê-lo, mesmo que fosse só pra chutar alternativas.
O relógio tocou as 6h30, eu fiquei na cama até 6:50. Então eu comecei a me arrumar e 7:15 estava pronta. Uma calça jeans, uma camiseta verde. Uma blusa de frio branca e um tênis branco pra combinar com a blusa e uma bolsa xadrez que continha um pouco das cores coloridas que eu havia colocado em mim. Meu pai me chama e diz pra nós irmos porque pode ter trânsito no brás, por causa dos caminhões. Caminhão é uma coisa horrível! Não me faça comentar de caminhões, beijo me liga :*. Saimos então, eu passando lápis de olho enquanto andava, uma cena no mínimo pitoresca.
Chegando ao Liceu, encontrei as pessoas gatinhas que eu vejo todos os dias úteis, e mais aquelas pessoas que eu nunca ví e todo dia me aparece alguém desconhecido. Dora me disse que todo mundo fica mais feio sem uniforme. Concordei com ela e percebi que eu não reconheço as pessoas sem uniforme.
Entrando na sala, percebo que não há ninguém com quem eu possa conversar na minha sala. Até que chega um menino que sempre me dá Oi e vai embora. Então ele me deu Oi e foi pra cadeira dele. Depois de um tempo o Julio chegou e nós trocamos algumas palavras.
A prova foi entregue e enquanto tu estava fazendo a primeira matéria (Português) decidi que não iria fazer contas naquela prova - e não as fiz.
Quando deu o horário mínimo pra saída da prova eu saí (11h10), e fui pra frente da escola esperar meus colegas. A última pessoa que saiu chegou as 13h10 na porta da escola.
Então fomos os bonitinhos: Biel, Bola, Dandan, Evandro, Gabê e eu para o Ásia House comer comida japonesa enquanto ouviamos Madonna :]
Saindo de lá, Evandro, Danilo e Biel tomaram seus rumos e eu, Gabê e Bola fomos para o Shopping Santa Cruz. Essa foi a parte mais engraçada do dia. A mais gostosa foi no Ásia pq eu tava com uma foooominha! uahsuhsas ;D
Então Julia (eu - 15), Gabê (15) e Bola (16), fomos em direção ao cinema do shopping. Resolvemos assistir Jogos Mortais V (Saw V - 18), e se nós fossemos barrados - e nós seriamos! Mas não sabia que de uma maneira tão pitoresca... - nós assistiríamos 007 - Quantum Of Solace (14?).
Chegando à bilheteria, Bola lembra que perdeu sua carteirinha de estudande, então usa o seu COMPROVANTE DE PAGAMENTO DO SIMULADO pra pedir uma meia-entrada.
Eu peguei a minha carteirinha do Liceu, Gabê sua carteirinha da UMES e Bola seu RG + Comprovante. Então eu pedi três meias entradas pra Jogos Mortais. A moça pegando o RG do Henrique olha na cauculadora e diz:
- Hmmm, vocês não podem entrar... Porque o Henrique tem 17 anos!
17 anos? WTF? Eu fiz *aquela* cara de NÃO ACREDITO e depois compramos meias pra 007.
Chegando na hora do filme nós decidimos que veríamos Jogos Mortais de graça, mas antes 007.
Comentário sobre 007:
- UAU, James Bond não diz a sua frase clichê e ele não faz o que normalmente faz com a atriz principal, só dá um beijo! Ele não fica garanhando por aí, só pega uma agente louca que fazia papel secundário.
Então saindo de 007, eu e Gabê fomos ao Banheiro Feminino e ficamos lá até dar a hora de Jogos Mortais (aproximadamente meia hora). Bola foi ao banheiro masculino e eu não o vi mais esse dia.
Quando saimos do banheiro para ir em direção ao plano final, nos demos conta de que o Bola não estava lá e não apareceria. Não sabiamos porquê.
Entrando na sala de cinema alguém atrás diz:
- Essas meninas não estávam no 007?
Eu e Gabe corremos e entramos na sala de Jogos Mortais.
Comentário sobre Saw V:
- AAAAAAAH! UUURGH! YYYACK! AUSHUSHAHUSHAUHSUAH , uau! adorei.
Então, eu e Gabê seguimos nossas vidas, cada uma com sua sina: Zona Norte, Zona Leste.
"Alguns chamam de carma, eu diria que é só destino." - Jigsaw.
Cinema, risadas, perdidos, comida japonesa estão na moda.
P.S.: Renato, tô na moda (H). 'Aaaaaaaah, pq eu ví um filme...'
Tudo começou em mais um dia com horário de verão.
Estava marcado um simulado no Liceu de Artes e Ofícios, que por um acaso eu paguei, então fui lá fazê-lo, mesmo que fosse só pra chutar alternativas.
O relógio tocou as 6h30, eu fiquei na cama até 6:50. Então eu comecei a me arrumar e 7:15 estava pronta. Uma calça jeans, uma camiseta verde. Uma blusa de frio branca e um tênis branco pra combinar com a blusa e uma bolsa xadrez que continha um pouco das cores coloridas que eu havia colocado em mim. Meu pai me chama e diz pra nós irmos porque pode ter trânsito no brás, por causa dos caminhões. Caminhão é uma coisa horrível! Não me faça comentar de caminhões, beijo me liga :*. Saimos então, eu passando lápis de olho enquanto andava, uma cena no mínimo pitoresca.
Chegando ao Liceu, encontrei as pessoas gatinhas que eu vejo todos os dias úteis, e mais aquelas pessoas que eu nunca ví e todo dia me aparece alguém desconhecido. Dora me disse que todo mundo fica mais feio sem uniforme. Concordei com ela e percebi que eu não reconheço as pessoas sem uniforme.
Entrando na sala, percebo que não há ninguém com quem eu possa conversar na minha sala. Até que chega um menino que sempre me dá Oi e vai embora. Então ele me deu Oi e foi pra cadeira dele. Depois de um tempo o Julio chegou e nós trocamos algumas palavras.
A prova foi entregue e enquanto tu estava fazendo a primeira matéria (Português) decidi que não iria fazer contas naquela prova - e não as fiz.
Quando deu o horário mínimo pra saída da prova eu saí (11h10), e fui pra frente da escola esperar meus colegas. A última pessoa que saiu chegou as 13h10 na porta da escola.
Então fomos os bonitinhos: Biel, Bola, Dandan, Evandro, Gabê e eu para o Ásia House comer comida japonesa enquanto ouviamos Madonna :]
Saindo de lá, Evandro, Danilo e Biel tomaram seus rumos e eu, Gabê e Bola fomos para o Shopping Santa Cruz. Essa foi a parte mais engraçada do dia. A mais gostosa foi no Ásia pq eu tava com uma foooominha! uahsuhsas ;D
Então Julia (eu - 15), Gabê (15) e Bola (16), fomos em direção ao cinema do shopping. Resolvemos assistir Jogos Mortais V (Saw V - 18), e se nós fossemos barrados - e nós seriamos! Mas não sabia que de uma maneira tão pitoresca... - nós assistiríamos 007 - Quantum Of Solace (14?).
Chegando à bilheteria, Bola lembra que perdeu sua carteirinha de estudande, então usa o seu COMPROVANTE DE PAGAMENTO DO SIMULADO pra pedir uma meia-entrada.
Eu peguei a minha carteirinha do Liceu, Gabê sua carteirinha da UMES e Bola seu RG + Comprovante. Então eu pedi três meias entradas pra Jogos Mortais. A moça pegando o RG do Henrique olha na cauculadora e diz:
- Hmmm, vocês não podem entrar... Porque o Henrique tem 17 anos!
17 anos? WTF? Eu fiz *aquela* cara de NÃO ACREDITO e depois compramos meias pra 007.
Chegando na hora do filme nós decidimos que veríamos Jogos Mortais de graça, mas antes 007.
Comentário sobre 007:
- UAU, James Bond não diz a sua frase clichê e ele não faz o que normalmente faz com a atriz principal, só dá um beijo! Ele não fica garanhando por aí, só pega uma agente louca que fazia papel secundário.
Então saindo de 007, eu e Gabê fomos ao Banheiro Feminino e ficamos lá até dar a hora de Jogos Mortais (aproximadamente meia hora). Bola foi ao banheiro masculino e eu não o vi mais esse dia.
Quando saimos do banheiro para ir em direção ao plano final, nos demos conta de que o Bola não estava lá e não apareceria. Não sabiamos porquê.
Entrando na sala de cinema alguém atrás diz:
- Essas meninas não estávam no 007?
Eu e Gabe corremos e entramos na sala de Jogos Mortais.
Comentário sobre Saw V:
- AAAAAAAH! UUURGH! YYYACK! AUSHUSHAHUSHAUHSUAH , uau! adorei.
Então, eu e Gabê seguimos nossas vidas, cada uma com sua sina: Zona Norte, Zona Leste.
"Alguns chamam de carma, eu diria que é só destino." - Jigsaw.
Cinema, risadas, perdidos, comida japonesa estão na moda.
P.S.: Renato, tô na moda (H). 'Aaaaaaaah, pq eu ví um filme...'
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Highway to Hell.
Sim, isso é um contra-post.
Contra eu mesma. Porque dupla personalidade e contra-posts estão na moda.
'Vivendo fácil, vivendo livre
Um bilhete para a temporada em uma rua de mão única,
Sem pedir nada, me deixe em paz
Pegando tudo em meu caminho
Não preciso de razão, não preciso de rima
Não tem nada que eu prefira fazer
Descendo, hora da festa
Meus amigos vão estar lá também
I'm on the Highway to Hell.'
Esse post começa com a música, porque o inferno é o contrário do céu (?). Hoje em dia inferno tá na moda, vai dizer que não? As pessoas acham que vão pro inferno, e nem se preocupam com isso. Se você reparar nas musicas: Uma escadaria pro céu e uma rodovia pro inferno, muito mais fácil de chegar. Sem preocupações. Você compra uma 'Stairway to Heaven', e você simplesmente vai na 'Highway to Hell'.
Você vive a vida como bem entende, sem pensar em consequências, sem nem ter uma simples crise de consiência. Você já ia pro inferno mesmo, o que é mais uma coisinha alí... Outra aqui... Né?
'Sem sinais de "pare", sem limites de velocidade
Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade
Como uma roda, vou rodar
Ninguém vai me sacanear
Ei Satã, paguei minhas dívidas
Tocando em uma banda de rock
Ei mamãe, olhe para mim
Estou no meu caminho para a terra prometida.'
O Rock sempre carrega consigo uma ponta de despreocupação, de 'eu não ligo pra nada' e acho que é isso que faz com que tantas pessoas tenham essa vontade de rock, de ficar um tempo sem se preocupar, só escutando, fazendo a música tomar conta do cérebro e só isso.
Just a sensation, baby.
Sem preocupações com a eternidade, você pode satirizar a visão de céu e inferno.
Você pode ser totalmente Niilista, se preocupar só com o seu umbigo.
Aí você pega um violão, olha pros seus colegas e canta com todo o fervor:
'And I'm going down all the way
On the highway to hell!'
Se você pensou agora: Por que você filosofou tanto pra falar sobre o céu, e escreveu tão pouca coisa pra falar sobre o inferno?
Eu respondo: Você tem que pensar muito pra ir pro céu... e pra ir pro inferno é só deixar as coisas te levarem. Fazer muito e... pensar tão pouco.
O Inferno está na moda. E eu fico muito feliz que existam tantos indies por aí. :D
Sim, eu acredito em céu e inferno. Antiquado?
"Se eu fosse um ossinho e soubesse girar, girava o dia todo até o mundo acabar..."
Contra eu mesma. Porque dupla personalidade e contra-posts estão na moda.
'Vivendo fácil, vivendo livre
Um bilhete para a temporada em uma rua de mão única,
Sem pedir nada, me deixe em paz
Pegando tudo em meu caminho
Não preciso de razão, não preciso de rima
Não tem nada que eu prefira fazer
Descendo, hora da festa
Meus amigos vão estar lá também
I'm on the Highway to Hell.'
Esse post começa com a música, porque o inferno é o contrário do céu (?). Hoje em dia inferno tá na moda, vai dizer que não? As pessoas acham que vão pro inferno, e nem se preocupam com isso. Se você reparar nas musicas: Uma escadaria pro céu e uma rodovia pro inferno, muito mais fácil de chegar. Sem preocupações. Você compra uma 'Stairway to Heaven', e você simplesmente vai na 'Highway to Hell'.
Você vive a vida como bem entende, sem pensar em consequências, sem nem ter uma simples crise de consiência. Você já ia pro inferno mesmo, o que é mais uma coisinha alí... Outra aqui... Né?
'Sem sinais de "pare", sem limites de velocidade
Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade
Como uma roda, vou rodar
Ninguém vai me sacanear
Ei Satã, paguei minhas dívidas
Tocando em uma banda de rock
Ei mamãe, olhe para mim
Estou no meu caminho para a terra prometida.'
O Rock sempre carrega consigo uma ponta de despreocupação, de 'eu não ligo pra nada' e acho que é isso que faz com que tantas pessoas tenham essa vontade de rock, de ficar um tempo sem se preocupar, só escutando, fazendo a música tomar conta do cérebro e só isso.
Just a sensation, baby.
Sem preocupações com a eternidade, você pode satirizar a visão de céu e inferno.
Você pode ser totalmente Niilista, se preocupar só com o seu umbigo.
Aí você pega um violão, olha pros seus colegas e canta com todo o fervor:
'And I'm going down all the way
On the highway to hell!'
Se você pensou agora: Por que você filosofou tanto pra falar sobre o céu, e escreveu tão pouca coisa pra falar sobre o inferno?
Eu respondo: Você tem que pensar muito pra ir pro céu... e pra ir pro inferno é só deixar as coisas te levarem. Fazer muito e... pensar tão pouco.
O Inferno está na moda. E eu fico muito feliz que existam tantos indies por aí. :D
Sim, eu acredito em céu e inferno. Antiquado?
"Se eu fosse um ossinho e soubesse girar, girava o dia todo até o mundo acabar..."
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