sexta-feira, 20 de março de 2009

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'. Caio F.



Uma sensação pode ser passageira e fulgaz. Uma sensação pode tomar conta. Pode continuar sozinha, calado mas ainda viva. Mas passa. Eu sei que passa.



... tem que se viver apesar de.

*
o blog tá meio abandonado mais não será esquecido /vivalarevolucion {?}
aproveitar que Che tá voltando pra moda, né? -Q
enfim, a musica Folk também está em alta novamente.
e outro que voltou é o Grunge nas roupas com atitude andrógena
e ternos também, aquele visual secretária sexy tá em alta tbm!
a moda hoje está bem abrangente e você pode ser o que quiser!
tirando aqueles acessórios de hippie da estação passada que não estão nem um pouco em alta.
muita informação pra um só post maaaãs...

se tá na moda, ta-na-moda.
beijos me liguem.
e lembrem-se sempre: na França até mendigos falam francês, e você fica aí se gabando pq sabe um pouco mais que o verbo to be.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

And make it better...

Do you want to know a secret?
I feel fine.
I'm happy just to dance with you.

Don't let me down.
Tell me why.
I wanna hold your hand.
All you need is love love.
Tell me what you see.
Things we said today.
Think for yourself.
Tomorrow never knows.
Hold On.
8 days a week.

Don't make it bad, take a sad song and make it better, remember to let her into your heart, then you can start to make it better.


Julia.
Beatles. alguma dúvida?
The end.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Então, você se pega esperando.

Esperando o ônibus, esperando o metrô, esperando o amigo, esperando o lançamento daquele livro legal, esperando a estréia daquele filme que demorou tanto pra ser feito, esperando carregar uma página da internet, esperando alguém legal entrar no msn e falar com você, esperando uma ligação, esperando um comunicado, esperando uma bronca...
Se você parar pra pensar, agora mesmo você está esperando. Esperando seu pai sair do banheiro, esperando eu deixar de ser depressiva e reflexiva, esperando o tá-na-moda virar blog de moda e não de auto-ajuda, esperando passar aquele programa na tv, esperando... agora você está esperando.
Desde pequenos aprendemos a esperar. Esperar depois de muito choro finalmente vir a comida, esperar alguém virar de costas pra cairmos no chão, esperar... Então nos acostumamos a esperar? Nunca. Sempre queremos o 'pra já', o aqui agora. Ninguém pensa: 'Nossa eu queria bastante isso. Mas se vier daqui alguns meses a expectativa será maior então será melhor'.
A espera por algo acontecer pode ser indiferente, calmante, extressante, agonizante... Ninguém sabe como vamos reagir a diferentes esperas.
Mas o tempo é marcado como nos convém. Para uns uma hora é muito pouco, como para outros é interminável! O tempo passa rápido quando fazemos o que gostamos, o tempo não passa quando fazemos algo obrigado ou quando não fazemos nada. O tempo demora quando esperamos algo e depois do tempo certo isso sempre chega. Ou não. As vezes a espera é em vão.
O futuro é incerto. A espera uma garantia pensada, uma expectativa.
Mas esperar por algo que algum dia virá, mesmo sem saber quando ou quem o trará, é a esperança que todos nós temos, mesmo alguns tendo mais aparente e outros mais internamente.
Todos nós já nascemos esperando, e provavelmente morreremos esperando algo. Mas quando a espera é longa e cansativa, pode parecer muito mais fácil jogar tudo pro ar e esquecer. Ou continuar esperando. A espera pode ser exaustiva e frustrada, mas sempre pode trazer novas experiências e novas coisas que só a vida pode aguardar.

Quando você espera algo por muito tempo, esperar mais um pouco não é nenhuma perda de tempo. Você pode se esquecer...
Então, você se pega esperando.

*
O que realmente está na moda?
E o que realmente importa?
Você esperaria por isso?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um post indie sobre cachorros que voam nos sonhos. ou nem sei.

Tá, vamos começar com uma coisa: Os sonhos não tem significado na maioria das vezes, é só uma coisa louca que a sua mente cria não sei porque. Enfim. Sonhos são coisas muito misteriosas e as vezes muito claros. Te confundem ou te dão a resposta. E as vezes podem ser completamente malucos como sonhar que você está no Big Brother e todo mundo começa a bater na sua amiga que votou no cara errado!

Mas enfim, esse é um post indie, então será um post totalmente blasé e louco. Como não ligo pra ninguém enquanto escrevo isso ou algo assim.

Mas... Onde eu posso colocar cachorros voadores nesse post? Nem sei.
Eu nunca sonhei com cachorros voadores. Já foram carros voadores, pessoas que voam - Ícaro! -, casas que voam, mas nunca cachorros voadores, ou supercães.
Acho que foi porque eu nunca tive um cachorro, e nunca realmente quis ter um. Sempre que eu pensava em um cachorro eu pensava no possível cocô que eu poderia pisar, por ser um pouco desastrada de nascimento. E meu irmão tem alergia. No waaaaaay, cowboy!

Eu sempre achei cachorros as coisas mais fofas do mundo (depois do Biel - que é um menino fofo! u.u), eu sempre gostei muito deles. Na casa dos outros. Eles cuidavam, eles criavam, eu chegava lá e pegava eles lindos e limpos e fazia carinho neles. Embora eu não queira fazer isso com o Pintcher da minha tia. De jeito nenhum, aquele cão é o demôooonio! Saaaai Capeta! :X

Cachorros que voam: essa é a questão. Se cachorros voassem as asas ficariam aonde? Como uma calopsita, ou como uma águia? Ficaria muito estranho. Seria como casas voando, pessoas - Ícaro s2. Carros até que não seria tão ruim. Mas então o trânsito se transferiria pro céu e eu odeio trânsito porque eu passo mal no carro. Não consigo nem ler se não fico com dor de cabeça. A mesma coisa quando eu sinto cheiro muito forte de peixe. Acredita?

Mas enfim, pra que um post indie sobre cachorros que voam nos sonhos, se a minha mente é uma coisa maluca que voa mais que um ônibus espacial para a lua! Nem sei.

*
P.S: Um post indie não é nada sem uma piada indie!
'- Sou de são vicente e suas irmãs são umas putinhas!
- São o quê?
- Vicente.'
Beijos pra vcs que me adoram. E se vc não me adora, comente e saia daqui u.u
Sei lá, eu tô na moda. (H)
Nem sei.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

And down goes another one.

É sempre assim. Quando você tenta esquecer, tenta apagar certas coisas da memória, essas são as que mais ficam na sua cabeça. Parece que elas, essas memórias perseguem a sua cabeça como se você quisesse lembrá-las a cada minuto.
Você se ocupa o dia inteiro pra lembrar de outras coisas, consegue 'esquecer' momentâneamente e fala de outros assuntos. Mas quando você deita a cabeça no travesseiro tudo aquilo volta à tona.
Bem, é isso. Você tenta sufocar o que te incomoda, e no final acaba sufocando a si mesmo.
O importante de isso tudo é tentar - de alguma forma - resolver o que te causa incômodo. Ou se conformar que o que você quer não é o que as pessoas querem e desencanar de tudo. Talvez a melhor maneira de esquecer alguma coisa, é não pensar em esquecer. Se você fica: eu tenho que esquecer disso, eu tenho que esquecer disso! Na verdade você só está lembrando. Finja que esqueceu, que provavelmente você esquecerá. Eu acho que lí isso em uma coluna da Liliane Prata há uns 2 anos, só que ela falava sobre ex-namorados. Acho que essa dica é muito mais universal do que ex-namorados. 'Esqueçam o que se foi, não vivam no passado.' Como até a bíblia diz. O que temos que fazer é tomar cuidado. Pra que na hora de afogar as sombras do passado, que outro não vá abaixo, o que nesse caso é você mesmo.

Every time I fall asleep my dreams are haunted
And every time I close my eyes I'm not alone
And every time I cry I'm right back where you wanted
I try to drown you out so down goes another one
Down goes another one
And down goes another one.

*
McFly está na moda, assim como Down goes another one. A Bíblia continua sendo o livro mais vendido no mundo, mesmo a religião sendo tão secundária nesse mundo. E esquecer o que passou sempre será uma tarefa muito difícil, mas o mundo é feito de otimistas. Mesmo se achando pessimistas. A moda muda e muda como a moda.

Feliz 2009! Que você esqueça o que veio de ruim em 2008. Guardar mágoas não faz bem à ninguém. Que 2009 seja realmente especial pra vc. ;*

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Carta ao 202.

Mais um clichê adolescente para a sua lista de clichês lidos.

“Caro morador do 202, gostaria de informar-lhe que o barulho estridente que sai de seu apartamento noite adentro está incomodando a mim e a minha família. Estou a pedir a sua cooperação abaixando o volume para que eu não necessite de tomar providências de acordo com as leis regionais.”
Hm... Acho que ficou um pouco formal demais! Mas melhor deixar desse jeito... De repente a pessoa que mora lá em cima é uma pessoa muito culta, embora barulhenta.
O engraçado dessa história toda é que eu, uma garota com quase 16 anos, a pura jovialidade adolescente, reclamando de barulho. Pareço uma velha mas não é o mais engraçado de tudo... Talvez seja que o 2-0-2 seja tão eclético quanto eu, ouça de tudo um pouco. O que me faz pensar que são várias pessoas que moram lá. Totalmente diferentes: de Johnny Cash a Madonna, Iron Maiden a Chico Buarque de Holanda. Não sei o que se passa lá dentro muito bem, mas só sei que eu ao mesmo tempo gosto muito, e não tenho paciência nenhuma para escutar. Quando eu acordo, o barulho já está lá e quando eu vou dormir o barulho continua. Tanto que a maioria das vezes eu até sonho com ele! Eu acho muito esquisito, tanto que às vezes até saio de casa fingindo ser outra pessoa pra ver se aquilo não me persegue! Num dia desses, mais precisamente ontem, me deu uma vontade louca de ir ao shopping sem ninguém que eu conheço, ouvir outras coisas e outras pessoas. Deu certo, ou não. Chegando no shopping eu vi todas as pessoas com seus amigos e amores. E eu sozinha, mas não triste, eu quis isso. Eu só estava cansada, mas não conseguia descansar nunca por causa daquele vizinho insuportável!
Até que então, eu vi o cara mais lindo do mundo: Loiro, alto, forte e com um rosto muito simpático. Meu olhar se desviou por um segundo e eu encontrei um novo olhar: O segundo cara mais lindo desse mundo inteiro! Moreno, alto, olhos claros, e com um rosto tão simpático! Eu diria que ele estava sorrindo pra mim. E diria também que estava apaixonada! Então eu vi o que eu achei por um instante improvável: O homem mais lindo do mundo olhou pro segundo cara mais lindo desse mundo inteiro, suas mãos se entrelaçaram e eles saíram juntos: Simpáticos, lindos e gays. Eu não merecia isso. Não agora que eu comecei a imaginar como seria a minha vida com qualquer um deles. Não agora! Enfim, passou.
Eu me sentei e olhei a vitrine, minha cabeça estava vazia. Então eu me sentei e olhei a vitrine: Estava finalmente apaixonada! Aquela calça era simplesmente a me-lhor e eu não a largaria por nada nesse mun-do! Corri pra loja, peguei o mesmo modelo de calça só que dobrado. Agora ele era meu, ninguém tirava! Olhei a etiqueta para ver o número e vi um vislumbre do preço: R$ 1000,00. Larguei no chão! Se ninguém tirava de mim, tiro eu mesma. Onde já se viu... MIL REAIS?! Com mil reais eu compro 20 CD’s duplos importados. Muito melhor que uma calça! Comprei um sorvete. Dois reais muito bem aproveitados! Tudo o que eu queria era aquele sorvete e só aquele sorvete... Estava tão bom e gostoso e... E o que aquele sapato estava fazendo ali? Fui ao chão. Com sorvete e tudo, um papelão. Corri e me tranquei no banheiro. Eu queria morrer, minha vida estava arruinada! Encostei meu ouvido na parede do banheiro que dava pro banheiro masculino. Quem lá estaria ouvindo Amy Mcdonald? Só podia ser loucura pensar que aquele barulho conhecido – que eu amo e odeio – tivesse me perseguido até ali! Eu só podia estar sonhando, não podia ser verdade! Meu dia tinha sido agitado demais então fui pra casa. Se fosse pra ouvir aquilo, que fosse na minha casa! Foi então que eu decidi fazer essa bendita carta ao 202. Então cá estou, acabei de escrevê-la, assinei e vou entregar.
Abri a porta, chamei o elevador. O elevador chegou e eu reparei que não havia botão para o 20º andar naquele. Vou ter que ir pela escada. Estou passada. Onde já se viu não ter elevador? Subi a escada e encontrei um velho corredor com uma porta bem velha, mas com uma maçaneta nova. Como naqueles filmes de terror, sabe? Deixei a carta em cima do tapete que havia inscrito: Entre sem bater, e rápido. Estranhei, a deixei por ali mesmo e voltei pra casa. Agora ia ficar tudo bem.
Então a minha campainha tocou. O que o homem mais lindo do mundo, o segundo cara mais lindo desse mundo, o João da padaria, o Pedro da escola, o Igor do 101 e o Claudio filho do porteiro estavam fazendo ali? Com a minha carta na mão?
Foi então que eu me dei conta do que tudo aquilo significava. Aquilo nunca fui eu e sim o que eu significava. Aquele meu apartamento sempre foi algo maior, aquele apartamento era eu. Eu continha algo muito precioso em mim: Eu mesma. E então o 202, sim, o 202, a parte mais interna de mim, meu coração, minha razão de viver minhas pequenas paixões, que agora eu penso que são tudo de mim, mas que depois eu as verei e saberei que elas não fazem parte de mim, são só o apartamento acima.

*
Festinha de Ano Novo bombando lá embaixo, embora seja 4h56. Enfim, acho que eles não saem antes das 6h. Mas é a primeira vez que eu faço um post alternativo e, alternativismo está na moda (H). Como se muita gente visitasse aqui PFF --'

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Dos três mal amados.

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

Cordel sempre estará na moda.
E mesmo blogs sendo esquecidos eles ainda estarão na moda.
Feliz Natal. Eu acho que não posto até lá.
Então, hmm, quem sabe um até 2009?

Beijos ;*